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Publicado em Testemunhos
13 Junho 2017 Comments (1)
Processo formativo realizado na missão Argentina

Sou Irmã Adriana da Silva Tejeda, tenho 37 anos, sou paulista, mas meu processo formativo para vida religiosa aconteceu na missão na Argentina. Estive os dois primeiros anos na cidade de Bahia Blanca que fica ao sul do estado de Buenos Aires. Eu morei com três irmãs (Eliza Schafaschek, Lucia Both e Valdira Giordani) e uma jovem argentina que ingressava também na congregação (Maria Paula Arribillaga). Cheguei dia 22 de fevereiro de 2006 por primeira vez em Bahia Blanca, foi uma viagem longa mais desfrutei de cada momento, de cada paisagem, e da companhia da Irmã Eliza, na rodoviária nos esperava a Irmã Valdira para nos levar a casa, e em casa nos esperava com uma saborosa sopa a Irmã Lucia.

Fiz um ano de aspirantado e dois de postulado. Enquanto estava na Argentina tive estudos em casa com as irmãs, na casa de formação das irmãs salesianas que viviam no bairro vizinnho ao nosso e faziam parte da mesma paróquia e também no Seminário de Catequese que acontece aos sábados pela manhã no Colégio Maria Auxiliadora no centro de Bahia Blanca. Tive estudos bíblicos, liturgia, fontes franciscanas, história da congregação e outros. Uma vez por semana tínhamos aprofundamento da espiritualidade, acompanhamento pessoal e uma vez por mês, retiro. Nossa atuação pastoral como formanda era na catequese em uma das comunidades em que participávamos e no decorrer da semana fazíamos visitas com as irmãs e participávamos de reuniões nas comunidades e encontros na paróquia. 

Ao lerem essa minha experiência pode surgir a pergunta e como foi a adaptação a nova cultura, o idioma, etc…? Os primeiros meses foi bastante difícil para comunicar-me, até entendia as pessoas mas não era compreendida. Superei essa fase confiando em Deus, certa de que foi Ele quem me guiou até esse lugar, então Deus me daria as forças necessárias para seguir caminhando; e também pelo acompanhamento da irmandade no processo de adaptação e de formação. Porque formação não é somente o estudo, é o dia-a-dia, cada situação é oportunidade para aprender e amadurecer como pessoa, no meu caso, como pessoa consagrada.

No segundo ano de postulado retornei ao Brasil, fui a Feira de Santana na Bahia, foi uma mudança bastante grande, de uma região fria ao calor, readaptar-se a língua materna e aprender os costumes dessa nova cultura. Aqui tive duas companheiras de caminhada formativa (Geisa dos Santos e Maria Lucelia Araujo da Silva) Tínhamos horários de estudos com as irmãs, acompanhávamos algumas pastorais, aprendi LIBRA e ajudava na Pastoral do Surdo. Contudo a novidade nessa nova etapa foi aprender a viver em uma casa grande com muita gente, ao todo éramos 9 pessoas, era casa do noviciado, então tinha três noviças, três postulantes e três irmãs (Franciele Engelman, Iria Minosso e Iria Cristofolini).

Entrei no noviciado em 2009, momento muito esperado e desejado, posso dizer que o vivi intensamente e que Jesus me colocou a prova muitas vezes e nesse caminhar Ele foi me modelando “como o barro nas mãos do oleiro”. Em agosto de 2010 fui convidada a retornar a Argentina nos meses de estágio até o dia da Consagração que seria no início do ano seguinte. Como eu havia dito quando vim para o Brasil que estava à disposição para voltar a missão Argentina quando necessitasse. Então respondi: Aqui estou! Envia-me! Assim retornei a Bahia Blanca nos últimos meses do segundo ano de noviciado e segui por lá até dezembro de 2011.

Meu SIM foi dia 13 de fevereiro de 2011 na Paróquia São José Operário em Feira de Santana, uma celebração muito emocionante, diante da comunidade que me acompanhou durante dois anos no processo formativo e foram testemunhas de minha entrega a Deus como Irmã Catequista Franciscana, porque o povo nos ensina a sermos “Irmãs do Povo” de maneira humilde, simples, alegre, acolhedora.

Como juniorista estive em três localidades diferentes na Argentina, segui um ano mais em Bahia Blanca, depois dois anos em Trelew e desde 2014 em Viedma. Estive formando parte de irmandades com diversas irmãs, e com cada uma aprendi e aprendo muito no dia a dia, nas atividades pastorais, nos estudos, na oração. Tive oportunidade de fazer cursos a distância, de catequese e de formação humana, nesse período. Desde 2014 iniciei minha formação acadêmica, primeiro com Letras (espanhol) e desde 2015 curso Licenciatura de Psicopedagogia na Universidade de Comahue. Como pastoral acompanho Caritas da diocese juntamente com uma equipe e todas as atividades da comunidade mais próxima de nossa casa, a Capela São Francisco de Assis. Vivemos em um bairro pobre da periferia da cidade onde não tem escola, não tem posto de saúde, mas temos a sorte de ter transporte público e o caminhão que recolhe o lixo diariamente. Nossa casa é igual a de todos, dia a dia buscamos sermos “irmãs do povo” com o povo argentino.

Comentários  

#1 Maria Paula Arribillaga 02-08-2017 17:54
Tata, obrigada por esses três anos de convívio.
Lembro do dia que cheguei em Bahia Blanca quando lhe pergunte "Adriana e o espanhol como vai?" E vc ficou toda vermelha.
Obrigada por ter me ensinado muitas coisas e me ter suportado. Kkk.

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