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Publicado em Notícias
Postado por  Prov. Sta Teresa do Menino Jesus 03 Agosto 2019
Páscoa de Irmã Amália Cristofolini

Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá; e quem vive e crê em mim nunca morrerá”                           (Jo 11, 25-26).

Às 15h45 do dia 3 de agosto, aos 89 anos, Irmã Amália Cristofolini entregou sua alma nos braços do Pai Criador, depois de permanecer 23 dias na UTI do Hospital Regional de Rondonópolis.

Durante 71 anos, Irmã Amália viveu intensamente a serviço do Projeto de Jesus Cristo, onde quer que estivesse, mas sobretudo na evangelização e catequese entre os mais pobres e na animação da vida da província. Nos últimos anos, suas energias físicas se exauriam ano após ano, mas seu espírito continuava forte, pronto e determinado como sempre, para viver intensamente cada momento de sua vida em comunhão com Deus e os/as irmãos/ãs.

Amália Cristofolini nasceu no dia 12 de março de 1930, em Dr. Pedrinho - SC. É a sétima filha do casal Fortunato e Fhilomena Cristofolini que teve 12 filhos: cinco homens e sete mulheres. Seus pais eram profundamente religiosos e foram os primeiros catequistas dos filhos. A vocação religiosa e missionária de Amália nasceu pelo testemunho de fé da família. O primeiro livro que Amália leu, foi o de Santa Teresinha que falava muito de missão, entusiasmando-a assim, para ser missionária.

Atraída pelo testemunho de vida das Irmãs Catequistas de sua comunidade, quis tornar-se também religiosa missionária. Assim, no início de fevereiro de 1944, seu pai a levou para Rodeio - SC para ingressar no colégio, chegando a emitir os votos religiosos no Natal de 1947.

Em 1948 iniciou sua vida missionária trabalhando durante 4 anos como professora e catequista em Santa Catarina.

Ainda antes de proferir os votos religiosos, inscreveu-se para ser missionária no Mato Grosso. Até que enfim, no início de 1952, seu sonho começou a se realizar, chegando a Rondonópolis no dia 19 de março, onde assumiu logo aulas e a direção da Escola Sagrado Coração de Jesus.

Em 1956 foi enviada a Campo Grande onde, com Irmã Feliciana Bento, iniciaram a missão, e com os Freis Franciscanos, criaram uma escola básica, no bairro São Francisco.

Havendo necessidade de continuar os estudos, em 1963, Amália voltou para Rodeio para frequentar o curso do Magistério Escolar e em 1967 foi enviada ao Chile, onde se especializou em Catequese no Instituto Latino Americano de Catequese.

Ao regressar, em 1968, foi pioneira da missão em Miguel Calmon - Bahia e em seguida foi enviada a Bacabal – Maranhão, para assumir a direção do Seminário Catequético, para a formação de lideranças das comunidades do interior.

Em 1973 foi solicitada para assumir a direção do IRPAMAT - Instituto Regional de Pastoral em Campo Grande e em 1976 aprofundou a Espiritualidade Franciscana, no Instituto Teológico Franciscano, em Petrópolis – RJ.

De 1977 a 1982 e, depois de 1995 a 1998, assumiu a missão na coordenação da Província.

Em 1983, seu sonho de ser missionária a levou para mais longe: agora para África, onde, com outras três irmãs iniciaram a missão da congregação em Ambriz - Angola.

Naqueles anos, o país estava em plena guerra civil e o povo, que em sua grande maioria era analfabeto, vivia na miséria, sofrendo toda espécie de males como: morte, mutilação, desemprego, fome, doenças, sobretudo tifo e malária. Como as irmãs viviam conforme as condições do povo, em 1988, Amália teve que voltar ao Brasil, para tratamento de saúde pelas tantas malárias que sofreu. 

No início do ano 2000 Amália realizou mais um grande sonho missionário: com Irmã Nilza Laurentino Araújo, iniciaram a missão em Betanzos - Bolívia e em 2005, com Irmã Cláudia Alves do Nascimento iniciaram a missão em Riberalta, onde permaneceu até o ano 2010.

Quando sua saúde já não lhe permitia enfrentar novos desafios voltou para o Mato Grosso, onde colaborou em diversas fraternidades, como também na formação das jovens que se preparavam para assumir a vida religiosa.

A partir do início do ano de 2014, a pedido da coordenação provincial, veio a Rondonópolis, residir na casa de repouso para tratamento de saúde. Aqui, conforme ela mesma escreveu, sentia-se missionária universal, pois podia chegar a qualquer lugar, através da oração, sintonia, comunhão, solidariedade e até com muita saudade.

Como vimos, Irmã Amália sempre assumiu radicalmente o seguimento de Jesus Cristo e dedicava grande amor à Igreja; com ardor missionário, dedicava-se à formação de lideranças das comunidades, em todos os lugares, sobretudo onde o povo era mais sofrido. Era zelosa pela formação e saúde das irmãs, pela animação vocacional e formação das jovens.

Irmã Amália, agradecemos a você pelo que significou para a província e a Igreja e queremos dizer: “Louvamos e Bendizemos ao Pai por toda sua vida missionária dedicada ao Reino de Deus”!

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Anita David

Comentários  

#2 Zenilda Novais Rocha 09-08-2019 20:39
Irmã Amália, você viveu intensamente sua vocação missionária. Dedicou-se à missão evangelizadora com amor me com ardor. Alimentou sua espiritualidade -missão na oração constante, na Palavra de Deus e no compromisso com os mais pobres. Animou a vida das Irmãs da Província Santa Teresa do Menino Jesus com zelo incansável. Contribui e muito com a formação das jovens a quem amou com todo o seu coração de irmã, mãe e companheira. Obrigada querida Irmã Amália. As sementes escondidas no chão fecundo produzirão flores e frutos. Interceda por nós!
#1 Eliza Schafaschek 04-08-2019 02:51
Que surpresa! Obrigada, Irma Amália, pelo seu testemunho missionário, sua vida doada, entregue em benfício do Reino de Deus. Descanse sob a luz divina e olhe para nós missionárias aqui no Chile. Paz e muita Paz.

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