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Publicado em Notícias
Postado por  Sede Geral - Rosali Paloschi 08 Outubro 2019
Nossa missão no Paraguai

"Tire as sandálias dos pés, porque o lugar

onde você está pisando é um lugar sagrado”. (Ex. 3, 5)

Deus nos chama de maneira surpreendente. A Moisés, Ele disse: “Vai Moisés...liberta meu povo”.cf. Ex. 3,10). Nossa missão no Paraguai surgiu na década de 90 quando, duas irmãs, assistindo uma reportagem sobre a situação dos brasileiros no Paraguai, “brasiguaios”, assim chamados no Brasil, se sensibilizaram para evangelizar os brasileiros que estavam em situação de “abandono”. Chegaram a Naranjito e no ano seguinte já se pensou ampliar a missão com mais duas irmãs em Puente Kyjhá. No ano 2003 outra fraternidade foi aberta em Puerto Adela e em 2010 em Capitán Miranda. Hoje continuamos com duas fraternidades, uma em Puente Kyjhá na fronteira com o Brasil, e outra Capitán Miranda na fronteira com a Argentina.

“Tire as sandálias dos pés, porque o lugar onde você está pisando é um lugar sagrado”. (Ex. 3, 5) Estar presente na realidade Paraguaia nos permite perceber mais claramente a hegemonia e a histórica exploração que o “gigante” Brasil tem sobre este país. Como as três primeiras irmãs de nossa congregação e as demais que aqui chegaram, nos colocamos junto ao povo paraguaio num processo contínuo de aprendizagem.  Procuramos perceber os valores da cultura e costumes do povo paraguaio, principalmente sua vivência harmoniosa com a natureza. Nos “rezos” (oração pelos defuntos, nos primeiros dias de perda e aniversário de morte de um familiar), nos seus cantos, danças alegres com roupas nas cores vermelha, branca e azul que marcam a pertença ao país e retratadas também nas cores de bandeira paraguaia. Nas expressões próprias da originalidade do Guarani e Castelhano, línguas oficiais do Paraguai.

É um povo que expressa muito amor por sua nação e que também sabe acolher solidariamente outros povos, como exemplo, Capitán Miranda acolhe aproximadamente descendentes de 17 países. Celebra o Dia da Criança com um grande encontro nas praças em memória da dor causada pelo “genocídio infantil” na batalha de Acosta Ñu, durante a guerra da Tríplice Aliança. Nós irmãs sempre participamos e ajudamos a organizar a celebração deste dia que visa amenizar a dor causada. Assim contribuimos para escrever uma história de países irmãos.

“Eu vi, ouvi, conheço e desci para eles subir ... (cf Ex 3, 7-8). A primeira motivação era para marcar presença junto aos “brasiguaios”, no entanto conhecendo a realidade percebe-se o quanto o povo paraguaio foi e é explorado “até mesmo pelos brasileiros”, que muito contribuíram com o desmatamento e o agronegócio.

Inspiradas em Frei Polycarpo que nos pede para “sermos irmãs do povo”, buscamos estar junto ao povo, procurando entender e falar as suas línguas, tomar o mate e o tererê, comer a sopa paraguaia, a chipa e mandioca do jeito paraguaio. Visitamos as famílias, que com alegria já nos recebem na frente de sua casa ou embaixo de uma árvore. Nossa preferência se dá principalmente pelos bairros e “capíllas” mais pobres. Aos domingos fazemos a reflexão da Palavra  e distribuímos a comunhão onde há mais necessidades. Atendemos em nossa casa as pessoas que procuram melhorar sua saúde, através da saúde, com tratamento alternativo, atendimento psicológico ou para partilhar seus problemas ou simplesmente para nos visitar.

Buscamos organizar grupo de mulheres com horta comunitária ou trabalhos manuais e costura. Nossas irmãs em missão no Paraguai neste momento são em sua maioria jovens e a nossa atuação acontece principalmente junto a juventude, adolescentes e crianças na Catequese, Pastoral da Juventude, IAM- Infância e Adolescência Missionera e Serviço de Animação Vocacional. Temos dois grupos de Simpatizantes do Carisma, comprometidos com a missão,  especialmente na organização da caminhada anual pela paz.

“Eu estou com você e este é o sinal que o envio...” (Ex 3,12). A missão das primeiras Irmãs Catequistas Franciscanas se concretizou na simplicidade junto ao povo numa troca de afetos e entre ajuda. Hoje, o povo cuida da casa em que moramos e vem em nossas casas nos receber depois das férias, perguntando se nos falta algo. Estão sempre dispostos em compartilhar o pouco que produzem: ovos, laranja, mandioca, abacates, cada produto conforme sua época. Nós vivemos entre eles e elas, dispostas a cuidar da vida, evangelizando na maioria das vezes através da presença e do nosso silêncio. Moisés se colocou a disposição para libertar seu povo e nós sentimos o sinal de Deus de sermos libertadas por este povo que diariamente nos ensina a partilha e a solidariedade.

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Catarina De Faveri

Comentários  

#1 Etelvinba Valentini 09-10-2019 11:56
Parabéns Cata. Bom artigo. Forca e luz. Abraços.

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