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13 Agosto 2026
Irmãs participam do XXXV Congresso Latino-Americano de Sociologia


"Entre a Policrise e as Alternativas Críticas: Horizontes da Sociologia Crítica Latino-Americana"

Nos dias 26 a 31 de julho de 2026, na cidade do Rio de Janeiro, ocorreu o XXXV ALAS — Congresso Latino-Americano e Caribenho de Sociologia, com o tema: "Entre a Policrise e as Alternativas Críticas: Horizontes da Sociologia Crítica Latino-Americana". O centro do debate girou em torno dos desafios enfrentados neste momento de transição histórica global, no qual se entrelaçam a crise política, a crise econômica e de reprodução social, a crise climática, energética e ecológica, e a crise geopolítica e de hegemonia mundial. O evento contou com mais de seis mil participantes de todos os países da América Latina e do Caribe, tendo uma programação imensa, fomentando o debate acerca das grandes problemáticas atuais.

Nós Irmãs Catequistas Franciscanas: Lindalva Alves Cruz, Marinete Silva Souza e Neiva Furlin, participamos, tendo um envolvimento significativo, que representam tanto os interlocutores quanto os campos de atuação da missão da Congregação e compartilhamos como foi participar:

Irmã Lindalva: “Estar neste lugar de discussão e reafirmação dos caminhos em direção ao Bem Viver, da construção de novos paradigmas e de um jeito francisclariano de contribuir para a educação. Foi durante os estudos de pós-graduação que eu percebi que havia outras possibilidades para a produção do conhecimento, isto é, ou se produz conhecimento para reafirmar o sistema de reprodução do capital vigente, ou se adere ao que os teóricos da decolonialidade chamam de novos saberes, trazendo à baila o que sempre foi negado ou deixado à margem pela ciência de cunho eurocêntrico. É, portanto, nesse contexto que se deu meu engajamento no ALAS. Inserida no Centro Universitário Santa Maria, no Sertão da Paraíba, fiz valer minha condição de pesquisadora, pois ainda é a academia quem legitima a produção do conhecimento. Sem recursos públicos, por meio de parcerias e editais, foi possível participar de muitos ALAS, levando as práticas de luta, resistência e os novos saberes construídos dentro e fora da academia. Dessa vez, publiquei o livro Mulheres Pretas, Feitos Populares e apresentei novas metodologias na educação em e para os direitos humanos no ensino superior. ”

Irmã Marinete: “Foi uma experiência inédita! Participei como ouvinte. Os grupos de trabalho e as mesas-redondas, me aproximaram e me fortaleceram na missão. Tive a possibilidade de conhecer, ouvir, me alegrar e esperançar com povos indígenas, comunidades negras e camponesas, feminismos, pessoas nordestinas, ambientalistas, educadoras, movimentos sociais, e muitos outros que forjam experiências de resistência e criam alternativas de Bem Viver em nosso continente latino-americano. É muita gente nessa luta, ensaiando alternativas coletivas, produzindo conhecimento crítico frente ao caos sistêmico da atual policrise. Trouxe na bagagem esperanças, como a certeza de que é fundamental somar forças com outros países para transformar nosso mundo (valorização da dimensão territorial, nacional e transnacional); a oportunidade de aprofundar a linguagem latino-americana, caribenha e sociológica, e de acreditar que "o momento atual constitui também um limiar para repensar nossa sociedade e reimaginar os sentidos e horizontes da mudança social" em tempos de policrise. Nesse sentido, trago presente o processo de travessia da nossa congregação. ” 

Irmã Neiva: “Foi um momento de atualização, de aprendizado e de compartilhamento de saberes. Nesse espaço, circulam pesquisadores/as que problematizam e sistematizam o conhecimento em torno de temáticas emergentes e que são caras ao nosso carisma, como democracia, questões ambientais, políticas educacionais, povos indígenas, diversidades, direitos humanos, políticas de cuidado, direitos das mulheres, entre outros. É evidente que esses temas foram abordados à luz das mudanças ou de um contexto de policrise, tendo em vista caminhos de esperança, que são ensaiados por meio da construção do pensamento crítico, de processos de resistência e do compromisso com a vida e com o enfrentamento das desigualdades sociais. Além do aprendizado, socializei resultados da missão que exerço como educadora e pesquisadora na Universidade do Oeste de Santa Catarina, que foi o lançamento do livro Mulheres na Gestão Escolar: Dinâmicas de Gênero e de Poder, produzido com uma orientanda de mestrado, e a apresentação de uma pesquisa intitulada "Prevenção e Enfrentamento das Violências de Gênero contra Mulheres em Universidades Comunitárias do Sul do Brasil", que é parte dos resultados de uma pesquisa mais ampla sobre as violências de gênero nas universidades, financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Esses trabalhos refletem o meu compromisso ético e político com os direitos das mulheres e com uma educação equitativa, inclusiva, democrática e promotora de direitos humanos. ” 

Agradecemos todo o apoio de nossas irmãs, pois sabemos o quanto é necessária nossa participação nestes congressos, já que eles são fundamentais para compreender a realidade global, em vista de qualificar nossa presença no mundo e fortalecer nossa vida-missão. Estendemos também nosso agradecimento às instituições de ensino e às comunidades onde vivemos a missão de Ser Irmã Catequista Franciscana, por nos liberar para oportunidades como está.

Irmãs: Lindalva Alves Cruz, Marinete Silva Souza e Neiva Furlin

Informações adicionais

  • Fonte da Notícia: Irmã Lindalva Alves Cruz

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