Juntas, tecendo caminhos de vida, esperança e profecia!
Nos dias 25 a 27 de setembro de 2026, aconteceu em Curitiba, PR, na casa Paz e Bem, o encontro das irmãs quem compõem as Equipes Articuladoras das Regiões Missionárias da Congregação. O tema central foi “Nascer de Novo”, em consonância com as reflexões da CLAR que nos convida a fazer a travessia contemplando o ícone Nicodemos (João, 3,1-12), neste tempo de conflitos, disputas de poder, guerras e efeitos climáticos. O Espírito nos presenteou a figura de Nicodemos em seu encontro com Jesus. Com a chama da esperança entregue pelas “mulheres da aurora”, nos exorta, pessoal e comunitariamente, a “nascer de novo”. Como posso nascer de novo? Na reflexão, apontamos atitudes que nos ajudam a renascer: despojamento, abertura, escuta, coragem, alegria, novos passos, confiança e corresponsabilidade.
A partilha da caminhada, organização, desafios e possibilidades das Regiões Missionárias apontou uma visão do caminho e, ao mesmo tempo, nos gerou satisfação e alegria pela diversidade e dinamicidade de cada Região e equipe articuladora.
A assessoria da irmã Eurides Alves de Oliveira, que nos enriqueceu com sua reflexão, afirmando que a Congregação é um corpo unificado, pois o “todo” é superior às “partes”. A Região Missionária é um braço do único corpo, que se move na unidade da diversidade, feita com leveza, escuta, discernimento, participação, corresponsabilidade, decisão, cuidado das relações, missão e avaliação. Este processo deve ser feito enfrentando o desafio da centralização e da fragmentação. Apontou a centralidade desse processo: tudo deve girar em torno de JESUS CRISTO, da MISSÃO, do CARISMA e do CUIDADO DA VIDA.
A exposição da assessora versou sobre a LIDERANÇA CIRCULAR E SINODAL. Liderar sinodalmente é exercer a autoridade sem ocupar o centro: é cuidar para que o centro permaneça aberto ao Espírito, ao Carisma e à Missão. Para isso, precisamos realizar a mudança de paradigma, fazer circular a palavra e conectar pessoas, escutar com atenção e perceber os silêncios, incluir as vozes das margens, ajudar a explicitar conflitos e buscar consensos, garantir decisões e acompanhar sua realização, promover formação, participação e transparência, cuidar da comunhão, da missão e da esperança.
No exercício da liderança sinodal, o encontro perpassou um itinerário: de escuta vivencial das equipes articuladoras, da missão, da organização e equipes conferindo o que nos diz as CCGG e Regulamento Geral. Nos apropriamos do Programa do Cuidado Integral, de modo particular nos aspectos da formação permanente, da dinâmica e animação da missão, das situações de saúde e Casas de Cuidado. Outro aspecto importante foi a construção das atribuições das equipes articuladoras das Regiões Missionárias e a organização dos nossos encontros, prevendo alguns aspectos e programações para o próximo ano, em vista do término do tempo de transição das Equipes Mediadoras.
Na conclusão do encontro, sentimos que iniciamos o “nascer de novo”, que as partilhas foram muito significativas e que a escuta nos proporcionou perceber a riqueza de cada região, com suas diferenças, ritmos, vozes e visões.
Irmãs, caminhemos juntas, escutando e discernindo e servindo a vida!
(Papa Francisco)

