Senhor, eis-me aqui. Esta é a resposta que Irmã Isabel Pereira da Silva está dando a um apelo do Mestre Jesus: Ser missionária na Angola. Para concretizar esta resposta, iniciou seu processo de preparação: deixou a irmandade Santa Clara e veio para a sede provincial para tratamento de saúde, preparar os documentos, visitar sua família e descansar um pouco.
No último dia 22 de abril, pela manhã, a irmandade da sede provincial fez uma bonita celebração de envio, com significativas orações missionárias: a) O Salmo das Travessias; b) o Evangelho segundo Mateus (10,9-10), onde Jesus instrui os seus discípulos antes de os enviar em missão. A ordem simboliza o desapego total aos bens materiais, a confiança absoluta na Providência Divina e a necessidade de foco exclusivo na pregação do Reino; c) o Poema da Irmã Beatriz Maestri: Toma o cântaro e vai... avança pelos caminhos do mundo em movimento.... d) O canto orante: Confidências e a Bênção da Divina Mãe, de autoria da irmã Ana Pereira Macedo.
Ao final do dia, as irmandades vizinhas se reuniram no Sagrado, para uma confraternização de despedida, com nova Bênção de Envio, com a energia de muitas outras mãos, carregadas de lutas missionárias, de até 99 anos de vida, como é o caso da Irmã Maria Ossemer.
Queremos agora ouvir um pouco das motivações da Irmã Isabel.
1. Irmã Isabel, por que você foi solicitada para ir em missão na Angola?
R. A solicitação do momento é para acompanhar os jovens que desejam ser Irmãos Catequistas Franciscanos.
2. O que você sentiu diante desse apelo?
R. Num encontro em nível geral, o grande desafio era quem poderia acompanhar os jovens em Angola. Diante de tantos anos que esses jovens vêm manifestando este desejo, senti que eu poderia colaborar com eles, ajudando-os a fazer o seu processo de caminhada, iluminados pelo nosso carisma. No momento do intervalo, Irmã Cristina Souza e eu dialogamos e decidimos assumir mais este compromisso a nível de congregação. Em seguida, Irmã Cristina iniciou o diálogo com irmãs que poderiam assumir os meus compromissos na província.
3. O que significou esta decisão na tua vida?
R. Por um lado, sinto alegria, pelo sonho cultivado há tantos anos: ir em missão à África. Por outro lado, certa preocupação pela idade e também pelos acompanhamentos frequentes que devo dedicar à saúde.
4. E você se sente desafiada pela realidade e pela cultura diferente?
R. Nem um pouco. O espírito missionário me levou a conviver com os indígenas Bororos, com os Quethuas no Altiplano Boliviano e com outras culturas em nossa província. Tenho convicção de que o Verbo Encarnado de Deus já está lá, alimentando a vida e a fé do povo angolano.
5. Para cultivar a dimensão missionária da congregação, o que você quer dizer às nossas jovens?
R. Que elas precisam escutar o chamado missionário e perceber as necessidades da congregação. É necessário sair da zona de conforto, assumindo uma vida itinerante, onde encontrarão um grande caminho de realização pessoal.
Hoje à noite viajarei para o sul, onde encaminharei aos documentos internacionais, farei um mês de terapia e em seguida partirei para a missão. Conto com as orações de todas, para corresponder à vontade Deus.

