Ainda iluminadas pela Vida Nova do Ressuscitado, nós, irmãs da Região Missionária Belém, nos reunimos na Casa Mãe, em Rodeio/SC, para o primeiro encontro do ano, nos dias 19 a 21 de abril.
Motivadas pela equipe articuladora da região, todas chegamos no dia 18, quando fomos acolhidas pela irmandade da Casa Mãe, com o calor e o carinho de sempre. Na festa do reencontro e do abraço, a alegria foi contagiando a todas, na medida em que as irmandades iam chegando e acomodando seus pertences. Esta acolhida calorosa se completou na manhã do dia 19, com a chegada das irmãs Marlene dos Santos e Catarina De Faveri.
Após a acolhida no salão, organização do encontro e um instante de sintonia com os povos indígenas, houve um momento forte de oração preparado pela irmandade do Edelweiss, Blumenau/SC, com o tema nascer de novo. O texto que nos iluminou foi do Evangelho de João 3,1-9.
No ano passado, no último encontro da região missionária, foi realizada uma escuta da vida/missão de todas as irmandades. Esta escuta nos fez sentir a necessidade de olhar com mais profundidade nossa presença/missão na área eclesial e ressignificá-la. Assim escolhemos como tema de estudo para o primeiro encontro deste ano, Eclesiologia a partir da Linha Inspiradora 3: Ressignificar nossa presença/missão na comunidade eclesial, comprometidas com a Igreja Povo de Deus, em saída, profética e sinodal, fortalecendo o protagonismo das mulheres.
Tivemos a graça de ter como assessora a irmã Eurides Alves de Oliveira, ICM, mulher sabia e atenta aos sinais dos tempos. Já chegamos para o encontro motivadas pela leitura do texto do Horizonte Inspirador da CLAR, Nascer de novo! Chamadas à transformação, enviado com antecedência às irmandades, para que pudéssemos ler e destacar aspectos importantes; provocações à missão da Vida Religiosa Consagrada; características da conjuntura eclesial das comunidades onde estão inseridas.
Para iniciar a reflexão fomos organizadas em cinco pequenas comunidades sinodais e convidadas a partilhar o que conseguimos refletir nas irmandades. Voltamos para a grande comunidade e partilhamos as maiores provocações que sentimos a partir do texto.
Irmã Eurides fez uma fala a partir de quatro incidências trazidas pelas comunidades:
- A dimensão da sinodalidade como um modo de ser e de viver na Igreja e no mundo;
- Recuperar o elã missionário com encantamento, paixão e revitalização;
- Descobrir e aproveitar pequenas brechas para nossa atuação na Igreja;
- Dar corpo e dinamicidade ao que temos de mais precioso – o nosso Projeto Comum.
Seguimos nossa reflexão sobre a Análise de Conjuntura Eclesial incluindo elementos da análise de conjuntura feita recentemente pela CNBB, reunida em Aparecida/SP, em sua 62ª AGO.
No final da tarde, irmã Ana Pereira de Macedo, as postulantes e irmã Marlene dos Santos nos proporcionaram um intenso momento de espiritualidade, que nos colocou em profunda comunhão com os povos indígenas de todo o Brasil e do mundo, especialmente dos países onde as Irmãs Catequistas estão presentes. As postulantes falaram um pouco da cultura e do modo de viver e de celebrar dos povos Tucano e Yanomami, etnias a que elas pertencem. Rezamos e sintonizamos com cada irmã e cada formanda indígena da congregação e com todas as irmãs que atuaram e atuam junto a povos indígenas, desde as irmãs Maria Ossemer, Valdina Tambosi, dentro e fora do país. Finalizamos esse momento fortemente significativo para a nossa vida-missão, entrando juntas na ciranda ao ritmo da música ciranda das águas. Assim encerramos o dia com o jantar festivo.
Após este olhar atento sobre a realidade eclesial fomos convidas a olhar para o lugar da Vida Religiosa Consagrada na Igreja. VR é chamada a marcar presença onde a Igreja não chega. Ela não deriva da hierarquia, mas do dinamismo do Espírito na Igreja e no mundo. Seu lugar é o da circularidade, da sinodalidade, evidenciando seu ser carismático. A VR exerce uma função-memória: recorda à Igreja aquilo que ela é chamada a ser – sinal do Reino no mundo. O Documento Final do Sínodo sobre a Sinodalidade reforça a necessidade de integrar os carismas na dinâmica eclesial, reconhecendo a contribuição específica da Vida Religiosa na construção de uma Igreja mais participativa.
O terceiro e último dia laçamos nosso olhar sobre o processo de transição que estamos vivendo na congregação. Irmã Marlene dos Santos trouxe com muita clareza e leveza a reflexão e encaminhamentos na Assembleia Civil da Congregação, realizada em março deste ano, na Casa Paz e Bem em Curitiba/PR, bem como da assembleia de incorporação. Deu todas as orientações sobre o processo de incorporação das províncias São Francisco, Santa Clara e Santa Tereza que serão incorporadas a CICAF neste ano. Partilhou também o estudo sobre o Programa Cuidado Integral lembrando todas as equipes dinamizadoras do Programa.
Também nos provocou sobre como nós estamos vivenciando o processo de transição, pessoalmente, na irmandade e na região. Fomos enriquecidas e atualizadas com a partilha das equipes que já estão organizadas na congregação e região missionária. Irmã Ana Macedo nos presenteou com a partilha da Formação Inicial trazendo o rosto das nossas jovens do Kuito-Bié, São Gabriel da Cachoeira, Santa Clara – Rondonópolis, Rodeio 50, Imbariê e Guatemala. Também partilhou o que foi organizado pela equipe de Espiritualidade que está motivada a nos ajudar a mergulhar sempre mais na fonte do nosso carisma e alimentar nossa espiritualidade que nos mantém fiéis no seguimento de Jesus. As irmãs Adilma e Leandra partilharam a dinâmica do SAV na Região Missionária. Irmã Catarina reforçou o convite para participar da Live vocacional organizada pela equipe geral do SAV. Os simpatizantes estão num processo intenso de reorganização dos grupos. Está sendo feito um trabalho de base para que todos possam participar deste momento importante na caminhada do grupo. As irmãs Catarina e Rosali partilharam todo este dinamismo e nos motivaram para entrar nesta ciranda. Agradecemos as irmãs Cleria Ferreira, Paulina Felippi e Eva Terezinha pela disposição, acompanhar e animar a caminhada dos simpatizantes nesta Região.
Gratidão a Deus pela graça do encontro! À irmandade de Rodeio pelo coração de mãe com que nos acolheu e serviu! À equipe de articulação, pela criatividade e praticidade na organização e realização do encontro!
Entoai ação de graças e cantai um canto novo...!

