Recordando a Páscoa de irmã Liduína Venturi, irmã Maria Aparecida Fernandes Marques nos ajuda a fazer memória do significado de sua presença para nós.
Recordar é trazer de volta ao coração, permitir que o coração acorde, sinta de novo, se mova no mesmo ritmo e no mesmo pulsar. Na festa de Liduina, celebrada neste 28 de maio presentificamos sua vida-missão. Somos convidadas a sintonizar com o seu jeito simples, sereno, “mulher do sorriso evangelizador” presente na recordação de tantas irmãs.
Vamos acompanhar Liduina, que com passos ligeiros desce as montanhas, saindo de sua comunidade para somar com Amábile e Maria. Liduina se faz irmã, companheira.
Liduina em visita às famílias, na escuta atenta do cotidiano, na sala de aula com os alunos e alunas, na alfabetização. Liduina se faz irmã, missionária de coração.
No cuidado da irmandade, na acolhida das aspirantes, no tecer da vida. Os conteúdos recriados na arte, no teatro, na dramatização. Liduina se faz irmã -artesã.
Na oração-contemplação ela escuta um segredo profundo “nosso Deus é muito cordial!” “cordialis” , relativo ao coração! E eu me pergunto, qual o segredo teu Liduina, para ouvir algo tão singelo e singular? De quem aprendeste a cordialidade, para a sentir em Deus? Da sua mãe, do pai, das crianças, dos pobres?
O nosso Deus, que é muito cordial, nos convida a tecer cordialidade no mundo, entre nós e com todos os seres. Convida-nos a ter um coração cordial, assim como o coração de Deus!
Liduina da simplicidade, do sorriso evangelizador, encantador, mulher silenciosa, amorosa nos convida a viver com leveza e grandeza. Que Liduina viva em nós!

